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As palavras que o vento não levou

ser capaz .

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Vens com o olhar debruçado no tempo. Num sobressalto que me atormenta o embaraço. Não sei se te diga ou se me cale. Se me perca no calor dos teus olhos ou no manto que me acalma a incerteza. Se te devore os sentidos ou permaneça sentada no banco de jardim à espera que chegues no final de um dia cansado. Quero sentir-me o cais que mais anseias. O lugar onde queres sempre chegar, por mais distante que se torne. Quero ser o aroma que não compras na perfumaria mais perto, mas que encontras ao tocar no meu lenço, que utilizo ao pescoço. Quero ser o mundo lá fora, bem dentro de ti. Quero ser o tempo que não pára, ao agarrar a tua mão e subir degraus. Quero ser o erro que não intimida, ao ver-te na meta. Quero a vitória, por ter superado a derrota. 

Quero muito, quero pouco. Quero mais, quero menos. Quero ser capaz de abrir as portas.

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