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As palavras que o vento não levou

quero, mesmo não querendo .

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Quando vieres, lembra-te de mim. Lembra-te dos nossos sonhos e promessas. Dos ventos e luas. Dos tempos perdidos e dos sorrisos alcançados. Lembra-te do tempo que passou por nós. De tudo o que deixamos ser e daquilo que ficou por acontecer. Das vezes em que fiquei e o comboio arrancava. Dos vidros embaciados, desorientados nas mensagens de odores ofegantes. Nos cabelos despenteados pela manhã. No olhar borratado. Na tua camisa, manchada pelo tom vermelho dos meus lábios. Os botões que há muito escaparam da casa correspondente. A fúria. O desejo. A entrega. A paixão. Ali. Naquele momento. Porque podia não haver mais... bastava aquele momento para ser tudo. Tudo e mais alguma coisa. Éramos nós. Até ao dia em que deixei de ficar. E mesmo assim, és tu quem quero que volte, mesmo não querendo.

 

[ficção!] 

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