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As palavras que o vento não levou

em ti, agora .

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Vens ao de leve, como se conhecesses todos os meus medos. Como se soubesses do quão adoro ser surpreendida.

Vens devagar, como se flutuasses. Como se soubesses que ao pousar os meus pés na calçada, só quero voar.

Vens sublime, como se soubesses das horas que conto até chegares. Como se soubesses que a cada movimento do ponteiro do relógio, eu espero olhar pela janela e ver os teus cabelos negros.

Vens no fundo da rua, como se eu não soubesse. Como se eu não te sentisse a chegar. Como se eu não conhecesse a maneira como executas o ponto de embraiagem e estacionas, um pouco mais longe, para estares mais perto de sair.

Conheço o toque do teu mindinho, o olhar de sinceridade e aquele que me faz querer desvendar o mistério.

Conheço-te pelos cantos da casa. 

Conheço-te por estares em mim.

Conheço-te porque estou em ti.

Agora.

E é para sempre, neste preciso momento.

 

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