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As palavras que o vento não levou

deixa .

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Deixa que me perca nesses lábios tão doces, que me sabem a sal.

Deixa que me encontre nesse sorriso tão brilhante, que me aconchega.

Deixa que seja o  teu beijo de boa noite, a curar a minha insónia.

Deixa que seja o sussurro que sai dos teus lábios, a percorrer-me em arrepios.

Deixa que seja a voz que há em ti, a ser música para os meus ouvidos.

Deixa-me ser, em ti. 

Deixa-te ser, em mim.

fomos .

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Fomos pele. Fomos tempo. Fomos esperança. Fomos mundos. 

Intensos e perdidos na tentativa de cessar a sede.

Fomos chama. Fomos fumo. Fomos cinzas. Fomos olhos a arder.

Aconchegados e abraçados numa fogueira de prazer.

Fomos pedaços. Fomos derrota. Fomos vidros. Fomos espelhos.

Quebrados e embaciados em palavras escritas a batom vermelho.

Fomos razão. Fomos certeza. Fomos concreto. Fomos segurança.

Misturados no abstrato da incerteza que o futuro acarreta.

Fomos laços que perduram. 

Perdidos em promessas que derivam.

Fomos tudo o que hoje não somos.

 

saudade desmedida .

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Como se a cada passo que dou, tu estivesses lá.

 

 

Como se esta saudade não fosse mais do que uma mera ilusão. Como se toda esta distância fossem apenas os quilómetros que separam os dois continentes. Como se tudo se resolvesse com uma bagagem e um bilhete de avião, com partida já amanhã. Como era bom que fosse tudo assim. Nos últimos dois anos, hoje e por todos os restantes dias das nossas vidas.

 

Não era preciso a presença diária, o olhar constante e o abraço apertado. Tudo o que bastava eram as tuas palavras, a saudade escrita ao som do "I Love You". Tanto que me parece pouco. 

 

Hoje, a saudade é minha. Não a sei definir em palavras, nem tão pouco a sei conjugar. Não lhe chamo dor, mas também não se traduz em felicidade.

 

O tempo não cura, mas ameniza. 

 

As partidas, fortalecem. Trazem à tona tudo o que demais precisamos para escrever um novo capítulo, para continuar a caminhar... Agora, ao virár a página relembro os sorrisos bobos e as tentativas falhadas de te cessar o vício. 

 

Recordo a ternura do último abraço e o sufoco das lágrimas na hora da despedida.

 

Hoje, sinto a tua falta. Tenho saudades tuas (...) mas sei que mais do que nunca, estás comigo. Sei que és bússola que me orienta e mapa que me guia pelas coordenadas da vida.

 

És sange do meu sangue. És vida em mim, passe o tempo que passar!

 

Estou contigo, como estás comigo. *

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